Archive for the ‘Entrevista’ Category

Torben faz balanço de carreira em ano de vitória na Volta ao Mundo

dezembro 7, 2009

Áudio por Mariana Peccicacco,  texto por Guilherme Romeu  

Melhor velejador de 2009

Torben Grael - Melhor velejador de 2009

 O brasileiro Torben Grael concedeu entrevista exclusiva Marina Kienitz da Regattanews durante  a festa de premiação da Federação Internacional de Vela na Coréia, onde foi eleito o melhor velejador do ano de 2009.
Ouça a matéria feita por Mariana Peccicacco     

O velejador venceu a regata de Volta ao Mundo a bordo do barco sueco Ericsson 4. A regata é disputada desde 1972, mas o percurso retoma a história das grandes navegações que partiam da Europa pelo Atlântico,  contornando o continente Americano até a Tera do Fogo,  ingressando no Pacífico e depois seguindo para a Europa  transpondo  o Oceano Índico  e consolidando as Teorias de Galilei.      

Pequena História das Circum-Navegações

O primeiro a navegar em volta de todo o globo foi Fernão de Magalhães, trilhando o estreito que leva seu nome no extremo sul da América , e nomeando o Oceano Pacífico por sua aparente calmaria. Durante esta viagem  Fernão também avistou nos céus a Nebulosa de Magalhães.  Sua volta ao mundo foi completada em 1522 pelo comandante Juan Elcano pois Magalhãe morreu em guerra com nativos na Ásia.   

Seguindo o  português, o lendário Sir Francis Drake, que comandou a frota inglesa na vitória sobre a invencível armada espanhola, também foi o primeiro inglês a realizar a circum-navegação do globo por volta de 1578, dando nome a outra passagem entre o Atlântico e o Pacífico, ao sul do Estreito de Magalhães, apesar de não tê-la atravessado. A passagem pela Terra do Fogo na Patagônia no extremo sul do continente Sul-americano é conhecida como o mais difícil  desafio mesmo para experientes navegadores, aonde se econtra o temível Cabo Horn com violentos ventos, geleiras e sinuosas passagens estreitas.    

 “El Draque” como era conhecido pelos espanhóis e por quem o rei Felipe de Espanha ofereceu uma recompensa pela captura, era um pirata na visão espanhola e um herói na visão inglesa. Atacou navios espanhóis carregados de ouro do Peru no Caribe, e lucrou com o tráfico negreiro utilizando de expedientes proibidos até pelos que defendiam o comércio de escravos. A passagem Drake leva o nome de Mar de Hoces nos mapas espanhóís por ter sido descoberta por Francisco de Hoces anos antes de Francis Drake.      

Um barco chamado Desejo
Outro pirata inglês como Drake fez história na Circum-Navegação, como o mais jovem comadante a realizar  a tarefa em seu tempo. Thomas Cavendish tinha 28 anos quando atravessou a desolada e fria Terra do Fogo a bordo de seu navio “Desire”. De origem aristocrática, gastou a fortuna do pai e se lançou aos mares para fazer a vida. Cavendish também foi pirata com grande reputação na Inglaterra, tendo atacado as cidades brasileiras de Vitória, Santos e São Vicente, e assim como Drake e todo pirata que se presta fez fortunas que não podia carregar. Uma lenda dá conta que ele teria enterrado um tesouro na ilha da Moela, que é avistável do Guarujá e de Santos com seu farol construído em 1830.      

De carona, a Teoria da Evolução das Espécies 
A famosa expedição hidrográfica que deu carona a Charles Darwin na viagem onde começou sua teoria da evolução das espécies também dá nome  a uma estreitíssima passagem na Terra do Fogo, o Beagle Channel. Foi trilhado e nomeado na primeira expedição Beagle em 1828, ainda sem a presença de Darwin, e quando o primeiro  comandante da expedição, Pringle Stokes, se suicidou depois de cair em profunda depressão nas imediações da Terra do Fogo. Nestas imediações também Francis Drake e Magalhães executaram alguns de seus homens amotinados iniciando as prerrogativas de autoridade máxima dos capitões de embarcação que existem até hoje, com algumas limitações em relação a punições capitais mas presentes em todo o mundo moderno.

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Vidaesportiva entrevista Marcelo Giardi, o Marreco, melhor wakeboarder do Brasil

outubro 8, 2009
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Marcelo Giardi, o Marreco, durante manobra de wakeboard

Por Mariana Peccicacco

O Vidaesportiva esteve recentemente participando do São Paulo Boat Show. Lá teve a oportunidade de conversar com Marcelo Giardi, o Marreco, melhor wakeboarder do Brasil. Durante um papo descontraído o atleta revelou como começou a praticar o esporte e quem são suas inspirações para continuar andando e competindo.

 Atualmente Marreco é o sul-americano que conseguiu chegar mais longe na ranking mundial dividindo a sexta colocação com Trevor Hansen. Dentre outros títulos, Marreco conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano do Rio de Janeiro, na primeira participação do esporte na competição.

Confira abaixo como foi a entrevista:

Vidaesportiva: Há quanto tempo você treina wakeboard e como é o seu treinamento?

Marreco: Treino há 13 anos. Comecei a andar em 1996 e tento andar todo dia de wake. Sempre que dá eu tento andar. Não tenho regrado duas vezes por dia ou todo diapor que tem dia que está ventando não dá pra andar ou está chovendo. Então em média umas quatro vezes por semana.

VE: Por que você começou a andar de wake?

M: Por que eu esquiava desde os cinco anos e minha família sempre esquiou, então foi natural. Quando surgiu o wake eu experimentei e apaixonei na hora.

VE: E chegando perto de campeonato você intensifica o treinamento ou segue a mesma rotina?

M: Dou uma intensificada, uma pilhada a mais. Como agora quando teve o campeonato no Cable [park, válido pela terceira etapa do campeonato paulista], a gente estava indo quase todo dia lá treinar.

VE:  Qual a dificuldade de conseguir patrocínio principalmente para um esporte que não é amplamente divulgado?

M: Hoje eu não posso reclamar. Eu vivo do esporte desde 2000. Trabalhei bastante para isso e trabalho bastante pelas marcas e acabo dando um retorno bom. Então, para mim tudo que eu consegui foi fruto do meu trabalho, mas com certeza é difícil. Sou a única pessoa que vive mesmo do wake, de patrocínio. Eu tenho a loja e a escola, mas conseguiria viver só de patrocínio. É difícil mas as pessoas tem que trabalhar pela empresa. Não dá para pensar que alguém vai ajudar ‘ah, preciso de ajuda, preciso de ajuda’. Não é ajuda! Se não der retorno a empresa não vai investir em você.  Não adianta querer patrocínio se você não der retorno. Por que o cara vai te dar dinheiro? Não tem nexo, né?

VE: E quem são seus patrocinadores hoje em dia?

M: Oakley, TNT Energy Drink e Marreco Wake School.

VE: Qual o melhor lugar que você já andou de wake no mundo?

M: São vários! Orlando, na Flórida é irado, mas Manaus… Pra mim o melhor lugar do mundo pra andar de wake é Manaus. Tem as represas em São Paulo também, Igaratá, Bragança Paulista, Nazaré. Onde tem água lisa e água boa é bom de andar. Tem a Guarapiranga, que é dentro de São Paulo também. Mas o melhor do mundo mesmo é Manaus, sem dúvida!

VE: Quem, pra você, é, no momento, o melhor wakeboarder do mundo?

M: Pra mim é o Danny Harf. Ele é o melhor há vários anos. O cara acertou o 1260, que são três giros e meio. Foi o único a acertar esta manobra. É Muito bom ver o cara andar, o estilo que ele tem… Sem dúvida é o Danny Harf.

VE: E quem te inspira a andar de wake?

M: Meus amigos, que andam comigo direto. Sempre andar com a galera, um vai pilhando o outro. Acho que a galera que eu ando junto. Os gringos acho que inspiram, assistindo às filmagens, mas quem te inspira mesmo no dia a dia acho que é a pessoa que anda junto com você, como o Jovem, o Josh, o Valim.

VE: Que dicas você dá para quem quer começar no esporte?

M: Tem que procurar uma escola de wake. Tem a minha escola, a Marreco Wake School, mas não importa onde seja. No país inteiro tem uma escola de wake. Então procure uma escola, para aprender do jeito certo e vai pra cima! Não tenha medo de tomar tombo. Mesmo se não tiver uma escola, mas tiver um amigo que tenha prancha, põe no pé e tenta andar! Tem que tentar, tem que ter atitude, vontade, que vai conseguir!

Para quem gostou da idéia e quer aprender a andar de wake, entre em contato com o Marreco através do site www.marrecowake.com.br.